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Curiosidade e os gatos

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Curiosidade e os gatos

Curiosidade e os gatos (1925) é uma pintura a óleo sobre tela do artista italiano Umberto Boccioni, executada em 1925, na qual um gato observa dois gatos. A obra faz parte do acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York. A pintura foi criada em resposta ao interesse de Boccioni na dinâmica do movimento mecânico, particularmente no que diz respeito à interação dinâmica entre dois objetos em movimento. É considerada uma das obras mais significativas de Boccioni.

História

Boccioni foi um dos fundadores do Gruppo degli Artisti Associati (Associação de Pintores e Escultores) que realizou sua primeira exposição em Milão em 1914, e em 1915 expôs na primeira importante exposição internacional do movimento futurista. Os artistas que participaram do grupo incluíram Giorgio de Chirico, Umberto Boccioni, Gino Severini, Carlo Carrà e Giuseppe Capogrossi.

A família Boccioni morava em um grande apartamento no segundo andar do Palazzo Reale, de onde Umberto costumava ver os gatos que moravam no prédio abaixo, e passava muitas horas observando-os pela janela da cozinha. No verão de 1925 ele deixou seu ateliê em Milão e foi para Bagni di Lucca, onde pintou a grande tela que deu origem a esta obra. Ele voltou a Milão em setembro e trabalhou na pintura por alguns meses.

Foi visto na primeira exposição da Bienal de Veneza em abril-maio ​​de 1926, e logo depois exibido na terceira "Esposizione d'Arte di Ponti e Cattolici (Exposição de Ponti e Artistas Católicos) e, a partir de 1927, em exposições na Alemanha, nos Estados Unidos e na França. Foi incluído na segunda exposição da Società degli Artisti di Venezia em 1926 e voltou a ser exibido na Galleria d'Arte Moderna em Milão em 1928. Em 1932 foi exibido na primeira exposição da Bienal de Veneza, e foi incluída no Salon des Artistes Francais do Musée du Petit Palais em Paris em 1934. Foi na Itália que a reputação do artista atingiu o seu auge: nas três décadas seguintes foi exibido em dezenas de exposições em Itália e ao redor do mundo, incluindo Estados Unidos, Grã-Bretanha, Argentina e Chile. Sua última exposição foi em Veneza, em 1954.

A influência de Boccioni na arte na Itália e em outros lugares durou muitos anos. Seu amigo Carlo Carrà lhe dedicou seu livro de desenhos sobre o tema da vida industrial e urbana na Itália: "Meu amigo Boccioni nas suas pinturas e nas de Umberto Boccioni, Giuseppe Capogrossi e Giorgio de Chirico já trouxeram de volta a vida à pintura. E vai demorar muito até que possamos perder de vista o que já sabemos, entendemos e apreciamos neles ”.

Seu estilo e temas influenciaram não apenas os artistas na Itália, mas também na Alemanha e nos Estados Unidos. Suas obras tiveram uma forte influência no movimento futurista na Itália, e entre os futuristas sua influência foi quase sempre secundária à do líder do movimento, Filippo Tommaso Marinetti. Nos anos seguintes, na Alemanha, o estilo de Boccioni influenciou não apenas os dadaístas de Berlim, mas também os primeiros movimentos da arte moderna, especialmente o surrealismo.

A última pintura de Boccioni exposta na vida foi uma série de gravuras, a maneirista "Forme, Spie e Progetti di una mostra". A série foi exibida no Museo Civico di Rovereto, com algumas obras de Giorgio de Chirico e algumas gravuras anônimas. No catálogo da exposição não houve menção ao nome de Boccioni, mas provavelmente devido à intervenção de sua família e amigos.

A primeira exposição da obra de Boccioni foi organizada por Carlo Carrà e realizada em Roma em 1916. A sua primeira exposição individual foi organizada por Carlo Levi e realizada em Roma em 1922, onde a obra do pintor foi exposta pela primeira vez. De 1923 a 1925, Boccioni expôs algumas de suas obras em Veneza. Nesse período expôs também obras nas mais importantes mostras nacionais e internacionais, como a Bienal de Veneza, o Salon d'Automne em Paris, o Salon des Indépendants em Nova York e o Salon des Artistes Français na Cidade da Luz. No entanto, o ano de 1923 foi o ano mais produtivo da carreira de Boccioni, em que participou em mais de dez exposições e apresentou mais de trinta obras na Sala dell'Umorismo. Expôs também em outras mostras e nas publicações mais importantes do período.

Em novembro de 1921, Boccioni organizou um importante evento, a primeira exposição da "Società degli Artisti Contemporanei", no Palazzo Fizzarri, onde também expôs suas obras. De 1921 a 1924, Boccioni foi membro fundador da Giuria d'Arte em Pádua. Ele também conheceu vários artistas de vanguarda, como Francesco Lo Giudice, Emilio Vedova, Giuseppe Capogrossi, Vittorio Carraro e Fortunato Depero, e eles se tornaram amigos para toda a vida. Também teve contato com o artista expressionista alemão Franz Marc. Um bom número de pintores italianos, incluindo Mario Sironi, Emilio Vedova e Francesco Severini, tornaram-se aliados de Boccioni em Pádua. Foram estes os artistas que promoveram uma ruptura com o passado, rejeitando a arte tradicional e as academias. O foco principal foi envolver-se com a arte moderna, dinâmica, energética e experimental.

Poucos anos depois, Boccioni decidiu se mudar para Paris para ter a oportunidade de expor seu trabalho nas exposições mais importantes da cidade. Em 15 de dezembro de 1924, Boccioni, Severini e Lo Giudice mudaram-se para Paris com Depero e Vedova. Eles se hospedaram na Rue Campagne-Première, que era o coração do meio artístico de vanguarda parisiense da época. Boccioni logo se tornou amigo de Guillaume Apollinaire e se tornou membro do grupo surrealista "Os Cubistas".

Movimento cubista

1924 foi o ano mais produtivo para a carreira de Boccioni, no qual participou em muitas exposições significativas, como a Primeira Bienal de Arte Moderna Europeia nos Salons d'Automne em Paris, a exposição organizada pelo grupo "The International" no Atelier d 'Art Sacre no Louvre, bem como no Salon des Indépendants.

Em 1924, Boccioni conheceu Picasso em Paris. Picasso foi muito influenciado pelo trabalho de Boccioni. A primeira vez que Picasso e Boccioni se viram foi em fevereiro ou março de 1924, quando por acaso Picasso encontrou Boccioni e Severini no café onde estava bebendo. Picasso convidou os dois jovens para visitar seu estúdio e eles passaram muitas horas lá. Picasso disse a Boccioni que o considerava o pintor mais significativo da vanguarda francesa. Ele disse: "Se você está pensando em usar a palavra 'cubismo' para a sua arte, você está no caminho certo


Assista o vídeo: Curiosidade e aprendizagem. Carlos Alberto Figueiredo. TEDxUNISUAMED (Pode 2022).

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